Encerramos o mês de fevereiro hoje. Daqui a alguns minutos entraremos em março, começando, na prática, o ano de 2009 no Brasil. O final de dezembro e o início de janeiro foram marcados pelo massacre em Gaza. Aqui no Brasil, a eleição das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado dominou a agenda política no início do ano. Vitorioso em ambas as Casas, com Temer e Sarney, respectivamente, o PMDB teve, nos últimos dias, dois reveses: o primeiro, a contundente entrevista de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), denunciando que grande parte do seu partido quer mesmo é corrupção. O segundo, o conflito entre o ministro Lobão (também do PMDB) e parte da diretoria da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão dos funcionários de Furnas, em que transparecem possíveis intenções escusas do PMDB, como a formação de caixa-dois de campanha para a eleição do ano que vem.
Jarbas não é santo; mas demonstrou fibra e coragem, não negando sua origem, diferentemente do deputado Sílvio Costa (PMN-PE), que resolveu rosnar contra seu conterrâneo, entrando em uma briga que não é sua, não é de seu partido nem é de seu Estado, apenas para mostrar fidelidade quase canina ao governo. Repito: Jarbas não é santo, mas não é deles que necessita a República, mas de homens de coragem, que lutem contra a prepotência e contra a corrupção, que combatam o poder excessivo seja de um partido, de um grupo ou de uma classe. Coragem que outro ex-governador de Pernambuco também teve, há mais de dez anos: Miguel Arraes de Alencar, que foi discriminado pela postura crítica e firme que teve contra o governo de Fernando Henrique Cardoso, numa época em que o Estado ficou praticamente esquecido do governo federal. Hoje, em Pernambuco, campeiam as obras com recursos federais. Temos um governador competente, e um presidente que, justiça se faça, tem sido extremamente generoso com sua terra natal. Embora Eduardo Campos se beneficie politicamente da sua ligação com um presidente tão popular e carismático, fica também a marca de omissão e subserviência a um presidente de comportamento ético, no mínimo, duvidoso, o que talvez termine manchando, num futuro próximo, a brilhante estrela do nosso governador.
Foi anunciado que Jarbas fará discurso na terça-feira. Veremos o que dirá. Não interessa, quanto ao que ele declarou à Veja, se ele é serrista nem que venham a pesar sobre ele, amanhã, denúncias de corrupção. Se ele já esteve envolvido em algo suspeito, como insinuou Sílvio Costa, que se apure devidamente. Mas isso não invalidará suas críticas. O que importa é que ele teve coragem de denunciar, ainda que de modo genérico, a existência de corrupção no maior partido da base do governo Lula. Algo que bravatas não podem apagar.
Jarbas não é santo; mas demonstrou fibra e coragem, não negando sua origem, diferentemente do deputado Sílvio Costa (PMN-PE), que resolveu rosnar contra seu conterrâneo, entrando em uma briga que não é sua, não é de seu partido nem é de seu Estado, apenas para mostrar fidelidade quase canina ao governo. Repito: Jarbas não é santo, mas não é deles que necessita a República, mas de homens de coragem, que lutem contra a prepotência e contra a corrupção, que combatam o poder excessivo seja de um partido, de um grupo ou de uma classe. Coragem que outro ex-governador de Pernambuco também teve, há mais de dez anos: Miguel Arraes de Alencar, que foi discriminado pela postura crítica e firme que teve contra o governo de Fernando Henrique Cardoso, numa época em que o Estado ficou praticamente esquecido do governo federal. Hoje, em Pernambuco, campeiam as obras com recursos federais. Temos um governador competente, e um presidente que, justiça se faça, tem sido extremamente generoso com sua terra natal. Embora Eduardo Campos se beneficie politicamente da sua ligação com um presidente tão popular e carismático, fica também a marca de omissão e subserviência a um presidente de comportamento ético, no mínimo, duvidoso, o que talvez termine manchando, num futuro próximo, a brilhante estrela do nosso governador.
Foi anunciado que Jarbas fará discurso na terça-feira. Veremos o que dirá. Não interessa, quanto ao que ele declarou à Veja, se ele é serrista nem que venham a pesar sobre ele, amanhã, denúncias de corrupção. Se ele já esteve envolvido em algo suspeito, como insinuou Sílvio Costa, que se apure devidamente. Mas isso não invalidará suas críticas. O que importa é que ele teve coragem de denunciar, ainda que de modo genérico, a existência de corrupção no maior partido da base do governo Lula. Algo que bravatas não podem apagar.
