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segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHER: UM SÉCULO PARA ROMPER PARADIGMAS

Nova Iorque, 08 de março de 1857. Durante uma greve pela redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas, 129 tecelãs morrem em incêndio provocado por seus patrões. A data deste trágico episódio foi proclamada como Dia Internacional da Mulher durante a 2ª Conferência de Mulheres Socialistas, por proposta da comunista alemã Clara Zetkin. No Brasil, a data foi comemorada pela 1ª vez em 1947.

Após séculos de dominação e inferiorização perante os homens, as mulheres, durante o século XX, conseguiram, à custa de muito esforço, melhores condições de trabalho, diminuição do preconceito e da desigualdade, mais respeito, liberdade e independência.

Entretanto, a situação ainda está longe de ser satisfatória. Como exemplo, citemos as diferenças salariais: não raro, a mulher ganha consideravelmente menos do que o homem pelo exercício de iguais atribuições. Além disso, uma das maiores vergonhas nacionais: a violência contra a mulher.

Pernambuco, infelizmente, é um dos estados com maiores índices de agressão contra as mulheres, a qual geralmente parte daqueles que deveriam defendê-las: pais, maridos e namorados.
 
Em vez de empunhar a bandeira do combate à violência, da busca pela igualdade de oportunidades e de remuneração, bem como da defesa da maternidade, muitas organizações feministas desviam a atenção da sociedade para pleitear o suposto direito ao aborto, sob pretexto de defender a liberdade de escolha, o "direito de decidir".

Quando milhares de mulheres são covardemente humilhadas, agredidas e mortas, muitos querem, sob forte influência de uma visão machista, o poder de covardemente tirar a vida de um ser indefeso, em formação. Este pensamento é profundamente machista, porque o ser que tem a bênção de poder ser mãe, de gerar uma vida, tem, por natureza, uma responsabilidade e um sentido de missão que jamais um homem poderia entender plenamente.

Assim, que este dia seja um dia de muita alegria, mas também de reflexão. A mulher, com o amor e a índole pacífica que lhe são peculiares, pode decisivamente ajudar a salvar este planeta. Mas para isso, precisa se assumir plenamente como mulher, rompendo um paradigma que carrega forte influência masculina, caracterizado pela exploração irrefreada dos recursos naturais, pela competição exacerbada e pela opressão do semelhante, o qual tem predominado nos últimos milênios.

Um comentário:

  1. Sabia que mulheres e adolescentes das Periferias do Recife têm sido submetidas à revista de luva (ìntima) em via pública pela polícia? Só encontrei um artigo na net sobre o assunto:

    http://www.pebodycount.com.br/post/comentarios.php?post=1151

    Muito pouco, para algo tão sério e revoltante. Penso que devemos fazer algo para ajudar essas pessoas que pouco sabem se defender - escrevi emails para os meus amigos poderem saber do que estava acontecendo - Se puder falar no seu Blog sobre essa REVISTA DE LUVA, mais pessoas poderão se informar e ajudar á combater essa ilegalidade (: Posso repassar meu email, se preferi lê também. ^^

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